Presente no Brasil há quatro anos, a Coletek, fabricante de periféricos, assume a representação da Edimax, fornecedora de soluções de rede, que chega ao País para concorrer nos setores de SoHo, SMB e corporativo.
\"Temos equipamentos de fácil instalação e trabalhamos com projetos pré-montados para os canais, o que vai nos garantir competitividade\", afirma Charles Blagitz, gerente-geral da Coletek.
Segundo ele, a marca é bastante conhecida na Europa e na China (Hong Kong), de onde vêm os equipamentos para serem vendidos aqui. Mas, no terceiro trimestre de 2009, a Coletek se prepara para produzir localmente os produtos demandados no Brasil. \"O foco maior vai ser nos roteadores\". Blagitz lembra que os produtos importados (roteadores, placas PCI e câmeras IP) já foram certificados pela Anatel.
No que tange às vendas, a Coletek está arrebanhando, entre as 20 distribuidoras que vendem seus outros produtos, parceiros para entrar nos negócios da Edimax. \"Hoje, cinco dessas empresas já têm o produto disponível [em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre]\", diz o executivo, porém sem revelar quais são esses distribuidores.
Como suporte ao revendedor, Blagitz conta que a estratégia se baseia em projetos prontos para os canais. \"A revenda vai ter a configuração necessária para vender o projeto\", garante.
Com tais iniciativas, a Coletek almeja chegar, com a Edimax, a 15% a 20% do mercado nacional de equipamentos de rede, segundo seus planos, em um ano. E a marca de roteadores deve, no mesmo prazo, gerar 5% do faturamento da Coletek.
Crise nos Estados Unidos
Alexandre Pognholi, gerente de produtos da Coletek, conta que a empresa deve enfrentar as conseqüências do colapso nas finanças americanas no ano que vem. \"A precificação é a maior interrogação. As nossas primeiras compras de Edimax já estão pagas, por isso, não temos o que repassar para a revenda\", afirma.
Mas, a partir de janeiro de 2009, o executivo aposta em movimentos de alta de até 15% nos preços.
Quanto aos insumos, ele diz que, nos últimos 60 dias, as matérias-primas metálicas compradas da China já subiram 15%.
Apesar da incerteza quanto ao futuro próximo da economia, Pognholi aposta: \"A verdade é que o mercado não vai parar de comprar. A demanda é crescente mesmo com a crise\". |